Museu Guggenheim Bilbao

Publicação: 08/02/2017

 

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Conhecido por inovar e surpreender, o arquiteto norte-americano Frank Gehry foi quem projetou o Museu Guggenheim Bilbao. Situada na cidade de Bilbao, na Espanha, a galeria de arte foi construída com o objetivo revitalizar a cidade, tornando-a polo de turismo e cultura. Sua obra foi inicializada em 1992 e como qualquer construção, esteve diante de vários desafios.

Para os engenheiros se adequarem ao projeto, que continha formas curvilíneas e amplos espaços para exibição de arte, foi escolhido a utilização de arcos de estrutura metálica. Com o esqueleto todo de aço as paredes não ficariam muito espessas, como por exemplo, se as fizessem de concreto.  A montagem das estruturas foi feita com guindastes fixos e móveis, além de plataformas. Foram utilizadas na obra 4,5 mil toneladas de estrutura metálica.

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De maneira a tirar vantagem das curvas, os engenheiros as utilizaram para dar maior sustentação, como em barragens, a dupla curvatura cria maior resistência. Porém, as curvas acarretaram um problema, as plantas utilizadas eram bidimensionais, o que dificultaria muito o projeto. Com esse empecilho o arquiteto recorreu a uma tecnologia inédita na área da construção, o desenho auxiliado por computadores, o conhecido CAD. O software tornou possível a realização do projeto com suas formas inusitadas, além de uma economia de tempo e materiais.

Uma grande dúvida foi o que poderia revestir o museu de forma a dar vida e brilho, como Gehry queria. Após várias ideias, surge uma inspiração vinda dos submarinos russos, que eram feitos de titânio, material leve e resistente. O titânio não sofre corrosão, o que foi excelente para atmosfera poluída de Bilbao. A estrutura foi toda coberta por lâminas de titânio com espessuras menores que um milímetro. Além disso, a fina camada de óxido de titânio que se forma em contato com o oxigênio, faz as laminas mudarem de cor, deixando um efeito fantástico a uma galeria de arte. Outra beleza do edíficio seria o formato de um navio em um de seus lados, para homenagear o passado da cidade.

Vale ressaltar a utilização de dois materiais na construção, um deles é uma mistura de betume e borracha na instalação das placas de titânio, retirando qualquer chance de entrada de água. Outro é a lã mineral, feita de rocha vulcânica e concreto utilizada, assim como os sprinklers, para proteger em caso de incêndio.

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     O edifício não só expõe artes, mas também é um cenário magnifico da engenharia em conexão com a arquitetura e tornou-se um grande centro cultural da Espanha.

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