Bio Concreto - O Concreto que se regenera

Publicação: 05/11/2015

Bio Concreto - O Concreto que se regenera

 

     Você já imaginou o dia em que o ser humano poderá criar sistemas menos inertes e que poderão responder a estímulos externos de forma orgânica? Ou sendo mais direto ao ponto, você já pensou se pudéssemos criar um concreto capaz de se auto regenerar de fissuras e patologias, assim como a nossa pele faz quando sofremos um corte, aumentando assim sua vida útil? Pois bem, esse dia está mais próximo que você possa imaginar.

 

     Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft na Holanda, estão desenvolvendo um estudo sobre um concreto auto regenerativo, que eles chamam de Bio Concreto. A inspiração para esse projeto vem da natureza, de bactérias que produzem calcário, para ser mais específico. Quando incorporadas ao concreto essas bactérias podem selar as fissuras existentes, produzindo carbonato de cálcio.

 

     Segundo o coordenador do projeto Henk Jonkers, a grande dificuldade de projeto estava no fato de encontrar uma bactéria capaz de sobreviver em um meio extremamente alcalino como o concreto, com pH por volta de 13. Além disso essa bactéria ainda teria que sobreviver às forças mecânicas resultantes da mistura do concreto, além de permanecer em estado latente por anos antes de ser estimulada a iniciar o trabalho de restauração.

 

     Uma bactéria da espécie bacillus, encontrada em lagos congelados na Rússia, tem exatamente essas características. Seus esporos podem sobreviver por décadas em um estado de hibernação, sem alimento e oxigênio. No concreto, ela só entra em estado ativo quando água e oxigênio são incorporados, em outras palavras, exatamente as mesmas condições quando há uma fissura. Elas são capazes de se multiplicar e produzir carbonato de cálcio, fechando as fissuras em algumas semanas. Uma vez selada, a água não pode mais penetrar no concreto e o processo de degradação é desacelerado.

 

     Para produção do concreto são utilizados 2 aditivos: os esporos do bacillus e nutrientes de lactato de cálcio. Eles são adicionados separadamente em grãos de argila expandida, ou alternativamente comprimidos em grânulos em pó, medindo poucos milímetros. Os grão são então adicionados à mistura úmida do concreto.

 

     Quando anos após a concretagem, começarem a aparecer fissuras no concreto, a água que penetra começara a eclodir os grãos de argila. As bactérias então começarão a germinar e se alimentar do lactato, assim combinando o cálcio com íon de carbonato se forma a calcita, ou calcário.

 

     Um teste em larga escala ao ar livre está sendo realizado. Uma construção no sul da Holanda foi executada com o Bio Concreto e deverá ser monitorada com intervalo de dois anos.

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